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fitoterápicos

Os fitoterápicos em uso pela população brasileira formam um conjunto de preparações farmacêuticas muito complexo e heterogéneo onde se encontram excelentes medicamentos ao lado de misturas enganosas e, até mesmo prejudiciais. Podem, porém, ser classificados em cinco categorias que diferem entre si pela sua adequação às normas técnicas e éticas que devem reger o seu registro e consumo, conforme se explicita a seguir.

 
1 Fitoterápicos legalmente registrados, produzidos industrialmente, cujas informações sobre sua eficácia, segurança e controle de qualidade, isto é, cuja "monografia" existente é completa;
Exemplo: Atroveran, medicamento feito à base de Atropa beladona L., e outros produtos da mesma classe.
2 Fitoterápicos registrados, produzidos industrialmente, cuja "monografia" inexiste ou não apresenta dados suficientes;
Exemplo: Preparados de jurubeba (Solanum paniculatum L.) e numerosos outros análogos
3 Fitoterápicos não registrados, produzidos artesanalmente, de forma organizada, porém não industrial, cujos dados para preparação da respectiva "monografia" existem, a exemplo de algumas plantas medicinais já estudadas, como Myracrodruom urundeuva Vell. (aroeira), Lippia sidoides Cham. (alecrim-pimenta), Mikania glomerata Baker (guaco), Coleus barbatus Benth. (boldo nacional) etc.
Exemplo: Alguns xaropes expectorantes, soluções anti-sépticas de uso local e “digestivos”, preparados sob orientação farmacêutica direta, em instituições assistenciais, como as Farmácias Vivas do IPREDE e das Secretarias Municipais de Saúde no nordeste do Brasil;
4 Fitoterápicos não registrados oficialmente mas produzidos de modo organizado, cujos dados para preparação da respectiva "monografia" inexistem;
Exemplo: Solução nasal de Luffa operculata Cogn., (planta tóxica para a mucosa nasal), preparações feitas nos serviços assistenciais da EMATER e das Pastorais diversas, utilizando plantas de uso empírico, preparações outras com indicações terapêuticas atribuídas porém não comprovadas, mas designadas e vendidas como suplementos alimentares etc.
5 Fitoterápicos não registrados, produzidos sem orientação farmacêutica, de modo desorganizado, cujos dados para preparação da respectivas monografias inexistem; a exemplo de numerosas plantas de uso popular com propriedades medicinais atribuídas mas ainda não ditas determinadas cientificamente
Exemplo: Garrafadas e "ervas" vendidas por raizeiros nos mercados e feiras livres.
 

Destes cinco tipos de preparados de plantas medicinais usados pela população, quatro se constituem em problemas que requerem solução imediata através dos órgãos governamentais de saúde, com vista a validação dos fitoterápicos e atualização da legislação pertinente com apoio dos farmacêuticos especializados no assunto e de organizações internacionais interessadas, como o CITED, aos setores governamentais. exigindo, pelo menos, a obrigatoriedade de prova de segurança quanto a sua toxicidade, a comprovação de sua eficácia e a definição dos meus de controle de sua qualidade.

 
 
BIBLIOGRAFIA
... Material transcrito do XIII SIMPÓSIO DE PLANTAS MEDICINAIS DO BRASIL
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Fonte:  http://www.jornalexpress.com.br/plmed/

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