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HISTÓRICO
Nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, foi uma
missionária católica albanesa, nascida na República
da Macedônia e naturalizada indiana.
Considerada a missionária do século XX, concretizou
o projeto de apoiar e recuperar os desprotegidos na
Índia. Através da sua congregação "Missionárias da
Caridade", partiu em direção à conquista de um mundo
que acabou rendido ao seu apelo de ajudar o mais
pobre dos pobres. Partiu para a Índia em 1931, para
a cidade de Darjeeling, onde fez o noviciado no
colégio das Irmãs de Loreto. No dia 24 de maio de
1931, fez a profissão religiosa, e emitiu os votos
temporários de pobreza, castidade e obediência
tomando o nome de "Teresa". A origem da escolha
deste nome residiu no fato de ser em honra à monja
francesa Teresa de Lisieux, padroeira das
missionárias, canonizada em 1927 e conhecida como
Santa Teresinha. De Darjeeling passou para Calcutá,
onde exerceu, durante os anos 30 e 40, a docência em
Geografia no colégio bengalês de Sta Mary, também
pertencente à congregação de Nossa Senhora do
Loreto. Impressionada com os problemas sociais da
Índia, que se refletiam nas condições de vida das
crianças, mulheres e velhos que viviam na rua e em
absoluta miséria, fez a profissão perpétua a 24 de
maio de 1937. Com a partida do colégio, tirou um
curso rápido de enfermagem, que veio a tornar-se um
pilar fundamental da sua tarefa no mundo.
Em 1946, decidiu reformular a sua trajetória de
vida. Dois anos depois, e após muita insistência, o
Papa Pio XII permitiu que abandonasse as suas
funções enquanto monja, para iniciar uma nova
congregação de caridade, cujo objetivo era ensinar
as crianças pobres a ler. Desta forma, nasceu a sua
Ordem As Missionárias da Caridade. Como hábito,
escolheu o sari. Como princípios, adotou o abandono
de todos os bens materiais. O espólio de cada irmã
resumia-se a um prato de esmalte, um jogo de roupa
interior, um par de sandálias, um pedaço de sabão,
uma almofada e um colchão, um par de lençóis, e um
balde metálico com o respectivo número. Começou a
sua atividade reunindo algumas crianças, a quem
começou a ensinar o alfabeto e as regras de higiene.
A sua tarefa diária centrava-se na angariação
de donativos e na difusão da palavra de alento e de
confiança em Deus.
No dia 21 de dezembro de 1948, foi-lhe concedida a
nacionalidade indiana. A partir de 1950
empenhou-se em auxiliar os doentes com lepra.
Em 1965, o Papa Paulo VI colocou sob controle do
papado a sua congregação e deu autorização
para a sua expansão a outros países. Centros de
apoio a leprosos, velhos, cegos e doentes com
HIV surgiram em várias cidades do mundo, bem como
escolas, orfanatos e trabalhos de reabilitação com
presidiários.
Foi ganhadora, também, em 1979, do Prêmio Nobel da
Paz. .No último dia 19 de outubro de 2003, na cidade
do Vaticano, Sua Santidade o Papa João Paulo II
beatificou a madre Teresa de Calcutá, fundadora da
comunidade religiosa Congregação das Missionárias da
Caridade, em Calcutá, obra que se estendeu por
outras cidades da Índia e mais 123 Países |