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HISTÓRICO
O nome "Agnes", para nós Inês, em grego
significa pura e casta, enquanto em latim significa
cordeiro. Para a Igreja, Santa Inês é o próprio
símbolo da inocência e da castidade, que ela
defendeu com a própria vida. A idéia da virgindade
casta foi estabelecida na Igreja justamente para se
contrapor à devassidão e aos costumes imorais dos
pagãos. Inês levou às últimas conseqüências a
escolha que fez à esses valores. É uma das Santas
mais antigas do cristianismo. Sua existência
transcorreu entre os séculos três e quatro, sendo
martirizada durante a décima perseguição ordenada
contra os cristãos, desta vez imposta pelo terrível
imperador Diocleciano, em 304.
Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família
romana. Isso lhe possibilitou receber uma educação
dentro dos mais exatos preceitos religiosos, o que a
fez tomar a decisão precoce de se tornar "esposa de
Cristo”. Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada
como cristã. Dotada de uma beleza incomum, recebeu
inúmeros pedidos de casamento, inclusive do filho do
prefeito de Roma. Aliás, essa foi a causa que
desencadeou seu suplício e uma violenta perseguição
contra os cristãos, resultando muito tempo depois
ser morta por decapitação a fio de espada.
Seu enterro foi um verdadeiro triunfo da fé; seus
pais, levaram o corpo de Inês, e o enterraram num
prédio que possuíam na estrada que de Roma conduz a
Nomento. Nesse local, por volta do ano de 354, uma
Basílica foi erguida a pedido da filha do imperador
Constantino, em honra à Santa. Trata-se de uma das
mais antigas de Roma, na qual encontram-se suas
relíquias e sepultura. Na arte, Santa Inês é
comumente representada com uma ovelha, e uma palma,
sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência.
Sua pureza martirizada faz parte, até hoje, dos
rituais da Igreja. Todo ano, no dia de sua
veneração, em 21 de janeiro, é realizada na Basílica
de Santa Inês, fora dos muros do Vaticano, uma Missa
solene onde dois cordeirinhos brancos, ornados de
flores e fitas são levados para o celebrante os
benzer. Depois os mesmos são apresentados ao Papa,
que os entrega a religiosas encarregadas de os
guardar até a época da tosquia. Com sua lã são
tecidos os pálios que, na vigília de São Pedro e São
Paulo, são colocados sobre o altar da Basílica de
São Pedro. Posteriormente esses pálios são enviados
à todos os arcebispos do mundo católico ocidental e
eles os recebem em sinal da obediência que devem à
Santa Sé, como centro da autoridade religiosa.
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