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HISTÓRICO
Santo Antão do Deserto, também conhecido como
Santo Antão do Egipto, Santo Antão, o Grande, Santo
Antão, o Eremita, Santo Antão, o Anacoreta, ou ainda
O Pai de Todos os Monges, é comummente considerado
como o fundador do monarquismo cristão.
Uma vez que o seu nome latino é Antonius, em
traduções displicentes de obras onde o seu nome
figura para a língua portuguesa, o nome do santo tem
sido vertido como António do Deserto, do Egipto, o
Grande, ... (nome que, de resto, mantém nas demais
línguas européias), mas que tem suscitado confusões,
pela homonímia, com o nosso Santo António de Lisboa.
Tratam-se, pois, de dois santos distintos, e para
melhor os diferenciar, é preferível optar pelo nome
- de resto já consagrado pela tradição vernácula -,
de Santo Antão.
Conhecemos a sua vida graças ao relato que dela nos
fez Santo Atanásio de Alexandria, na Vita Antonii
cerca de 360. Segundo este, teria nascido em 251, na
Tebaida, no Alto Egipto, e falecido em 356, portanto
com cento e cinco anos de idade.
Cristão fervoroso, com cerca de vinte anos tomou o
Evangelho à letra e distribuiu todos os seus bens
pelos pobres, partindo de seguida para viver no
deserto. Aí, segundo o relato de Atanásio, e tal
como sucedera com Jesus, foi tentado pelo Diabo, mas
por muito mais que os quarenta dias que durou a
Jesus, não hesitando os demônios em atacá-lo. Porém,
Antão resistiu às tentações e não se deixou seduzir
pelas tentadoras visões que se multiplicavam à sua
volta.
O seu nome começou a ganhar fama, e começou a ser
venerado por numerosos visitantes, sendo visitado no
deserto por inúmeros peregrinos.
A vida de Santo Antão e as suas tentações inspiraram
numerosos artistas, designadamente Hieronymus Bosch,
Pieter Bruegel, Dali, Max Ernst, Matthias Grünewald,
Diego Velázquez ou Gustave Flaubert.
Os religiosos que, tornando-se monges, adaptaram o
modo de vida solitário de Antão, chamaram-se
eremitas ou anacoretas, opondo-se aos cenobitas que
escolheram viver em comunidades monásticas.
Em 1095, foi fundada uma ordem à qual foi atribuído
o seu nome: os Antonianos (Canonici Regulares Sancti
Antonii - CRSA).
O mais reconhecido Padre do Deserto e um dos maiores
Padres da Igreja é celebrado por todas as confissões
cristãs a 17 de Janeiro. |